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E-Lixo – Como enfrentar isso com tecnologia

E-Lixo é definido pela Comunidade Europeia (2003) como um equipamento elétrico ou eletrônico que foi descartado. Se o lixo convencional já um problema sério que até hoje não há soluções definitivas, o que dizer de um lixo que contém inúmeras substâncias tóxicas em sua composição e que cresce estupidamente?

Esse foi o tema de um projeto desenvolvido por mim e mais alguns integrantes na disciplina de Resolução de Problemas, que eu já comentei aqui no post Acessibilidade e Software Livre.

Fomos convidados pela orientadora da pesquisa para apresentarmos esse projeto no Congresso Internacional PBL 2010, que ocorreu no período de 8 a 12 de fevereiro na unidade EACH da USP. Por isso ainda não tinha postado sobre ele aqui no blog, esperei então passar o congresso.

Não vou comentar sobre o assunto do projeto em si neste post, mas aguardem que em breve escreverei algo interessante acerca de nossa pesquisa. Por enquanto, fique com os slides da apresentação:

Se alguém se interessar, temos também uma versão em inglês.

Publiquei o trabalho escrito no Scribd, quem quiser conferir, basta acessar o link: E-Lixo – Como enfrentar este problema com a própria tecnologia.

Gostaria muito de agradecer aos principais envolvidos no trabalho:

  • Fernando Renato Matsunaga Marchiotto
  • Guilherme Augusto Machado
  • João Paulo Domingues dos Santos

Caso alguém tenha alguma dúvida, crítica ou sugestão, pode entrar em contato pelos comentários do post. Espero receber algum feedback. =)

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Acessibilidade e Software Livre

Uma vez ouvi alguém falar algo do tipo:

Como pode um cego mexer no computador?

E infelizmente, pouca gente sabe que isso é possível. Não culpo as pessoas que não sabem disso, mas por que não as que sabem? Por não divulgarem, talvez?

acessibilidade-mil-assentos

A tecnologia avança tão rápido, e de tal forma, que se faz necessária hoje em dia. Por que discriminar pessoas com alguns tipos de necessidades diferentes? Aposto que se criassem algum aparelho para apenas negros, ou brancos, seriam acusados de racismo. Mas chega de tantas perguntas, vamos começar do início.

Na EACH, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, temos um ciclo básico. Algumas disciplinas obrigatórias que são comuns a todos os cursos. Dentre essas matérias, há uma matéria de Resolução de Problemas – baseado no método PBL (ou ABP, em português), aprendizado baseado em problemas – que, a partir de um dado tema problema, os alunos (divididos em grupos) têm de desenvolver um trabalho de pesquisa sobre algo referente ao tema dado e então tirar conclusões. Apesar de muita gente não gostar dessa disciplina, eu acho ela essencial, pois traz inúmeras vantagens. Desde o aprendizado do método científico às informações adquiridas ao assistir e consultar o trabalho dos outros grupos. Mas não é esse o tópico deste post, prometo postar mais sobre o assunto futuramente.

Então, o tema geral foi Conhecimento científico e tecnológico. Assim os grupos poderiam escolher qualquer assunto que tivesse como base o tema proposto. Logo de cara, achei interessante falarmos de algo que pouca gente se preocupa e que é de extrema importância: a acessbilidade. Como eu já tinha certo conhecimento com acessibilidade para deficientes visuais, resolvi que esse era o melhor assunto para abordarmos.

Nosso foco principal, no início do trabalho, era pesquisar e analisar formas de deficientes visuais terem acessos à informática. E pelo pouco conhecimento que eu já tinha na área, sabia que os softwares leitores de tela proprietários não eram muito barato. E como somos todos alunos do curso de Sistemas de Informação, resolvemos tratar (quase) exclusivamente de Open Source. Na verdade, tomamos como base o sistema operacional Windows.

Após algum tempo de desenvolvimento, pesquisas e visitas a instituições de apoio a deficientes visuais, selecionamos três ferramentas que julgamos interessante falar. O DosVox, o WebAnywhere e o NVDA.

nvda_100x100whiteEntão fizemos uma pesquisa sobre cada uma das três ferramentas, e criamos tutoriais básicos  sobre elas. Destacamos o NVDA, NonVisual Desktop Access, uma das melhores alternativas livres quando falamos de leitores de tela. A pedido do nosso orientador, submetemos uma versão do nosso tutorial sobre o NVDA para o Guia do Hardware, que foi aceito e publicado no site: NVDA – NonVisual Desktop Access.

Nossa apresentação foi bem descontraída. Mostramos exemplos de cada uma das ferramentas abordadas na pesquisa. Aqui estãos os slides da apresentação:

O artigo final pode ser encontrado aqui: Softwares Livres para portadores de Necessidades Especiais.

Considerações Finais

Bom, o trabalho foi muito interessante. Apesar de não ter saído exatamente como planejamos. Aliás, esse foi um dos problemas, acho. Não foi muito bem planejado. E muita gente trabalhando junto também, às vezes dá muita bagunça. Mas apesar de tudo, aprendemos muita coisa. Vários erros que não se repetirão.

Os participantes do grupo:

  • André Cavalcante dos Santos
  • Bruno Croci de Oliveira
  • Caio César Lemos Bastos
  • Dan Shinkai
  • Daniel Bissoli Moreira
  • Daniel Pinheiro Barreto

Podem esperar mais posts sobre acessibilidade no blog, eu estou sempre estudando algo em relação a isso, e assim que puder, postarei algo.

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Jogos casuais com Unity 3D?

UnityA DevMaster, maior banco de engines, e a Develop, revista digital sobre o mundo do desenvolvimento de jogos, consideram a Unity 3D uma das melhores engines comerciais do mercado. Podemos ver várias produtoras de jogos[bb] brasileiras já usando esta ferramenta.

A engine, que até então tinha uma versão Indie e uma Pro – além das versões para iPhone, Wii[bb], etc… –, liberou uma versão totalmente gratuita no lugar da Indie. O interessante é que mesmo havendo limitações, dá para criar jogos muito profissionais com ela.

Essa engine se destaca em algumas áreas, como a facilidade do desenvolvimento. O editor da Unity é muito fácil de mexer, requer pouco código, e é muito produtivo. Outro ponto é a flexibilidade quanto à programação: é possível codificar em várias linguagens para a engine, tais como Javascript ou C#. Porém acho que a principal vantagem do motor é o seu plugin para web.  Como o Flash, ela tem um plugin que roda o jogo direto do navegador.

Flash2Como eu já disse aqui, o Flash é a maior plataforma casual para web (desktops, notebooks, netbooks, etc), devido à facilidade no desenvolvimento e principalmente porque a maioria esmagadora dos computadores com acesso a internet tem o plugin Flash Player. Entretanto, o Flash não tem um bom suporte a gráficos 3D, o forte da Unity.

Dá para perceber até aqui todas as vantagens da Unity ao Flash? Claro que eu acho que jogos casuais em 2D, com Flash, nunca vão deixar de ser interessante. Mas aqui se abre outra era, talvez, a de jogos casuais (ou nem tão casuais) em 3D que rodam diretamente no navegador.

Devemos citar que o preço de uma licença do Adobe Flash é bem salgada – como eu já disse aqui, é possível criar jogos em flash sem o Adobe Flash, porém perde-se toda a facilidade, um dos principais fatores do flash –, enquanto a versão gratuita da Unity não deixa a desejar. Na verdade, ela impede que você a use se você teve um lucro superior a 150 mil dólares no último ano em vendas de jogos criados com ela, mas em jogos casuais, o modelo de negócio é outro.

Eu tenho estudado um pouco sobre o modelo de negócios que envolve a maioria dos sites de joguinhos em Flash. Sites de distruibuição e serviços de ads, e posso dizer que é um mercado grande e com muito potencial. Não há, ainda, muita coisa em torno de jogos com Unity, porém alguns sites já começaram a se mover quanto a isso. O GameJolt, site de jogos onde os desenvolvedores podem submeter seus jogos, e ainda ganhar parte dos lucros com ads exibidos na página do jogo, já tem suporte ao envio de jogos que rodam com o player da Unity.

O que vocês acham? Será que a Unity vai crescer a ponto de dominar esse mercado de jogos casuais online? O que acontecerá com o Flash? Proponho uma dicussão sobre o assunto.

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