Uma vez ouvi alguém falar algo do tipo:
Como pode um cego mexer no computador?
E infelizmente, pouca gente sabe que isso é possível. Não culpo as pessoas que não sabem disso, mas por que não as que sabem? Por não divulgarem, talvez?

A tecnologia avança tão rápido, e de tal forma, que se faz necessária hoje em dia. Por que discriminar pessoas com alguns tipos de necessidades diferentes? Aposto que se criassem algum aparelho para apenas negros, ou brancos, seriam acusados de racismo. Mas chega de tantas perguntas, vamos começar do início.
Na EACH, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, temos um ciclo básico. Algumas disciplinas obrigatórias que são comuns a todos os cursos. Dentre essas matérias, há uma matéria de Resolução de Problemas – baseado no método PBL (ou ABP, em português), aprendizado baseado em problemas – que, a partir de um dado tema problema, os alunos (divididos em grupos) têm de desenvolver um trabalho de pesquisa sobre algo referente ao tema dado e então tirar conclusões. Apesar de muita gente não gostar dessa disciplina, eu acho ela essencial, pois traz inúmeras vantagens. Desde o aprendizado do método científico às informações adquiridas ao assistir e consultar o trabalho dos outros grupos. Mas não é esse o tópico deste post, prometo postar mais sobre o assunto futuramente.
Então, o tema geral foi Conhecimento científico e tecnológico. Assim os grupos poderiam escolher qualquer assunto que tivesse como base o tema proposto. Logo de cara, achei interessante falarmos de algo que pouca gente se preocupa e que é de extrema importância: a acessbilidade. Como eu já tinha certo conhecimento com acessibilidade para deficientes visuais, resolvi que esse era o melhor assunto para abordarmos.
Nosso foco principal, no início do trabalho, era pesquisar e analisar formas de deficientes visuais terem acessos à informática. E pelo pouco conhecimento que eu já tinha na área, sabia que os softwares leitores de tela proprietários não eram muito barato. E como somos todos alunos do curso de Sistemas de Informação, resolvemos tratar (quase) exclusivamente de Open Source. Na verdade, tomamos como base o sistema operacional Windows.
Após algum tempo de desenvolvimento, pesquisas e visitas a instituições de apoio a deficientes visuais, selecionamos três ferramentas que julgamos interessante falar. O DosVox, o WebAnywhere e o NVDA.
Então fizemos uma pesquisa sobre cada uma das três ferramentas, e criamos tutoriais básicos sobre elas. Destacamos o NVDA, NonVisual Desktop Access, uma das melhores alternativas livres quando falamos de leitores de tela. A pedido do nosso orientador, submetemos uma versão do nosso tutorial sobre o NVDA para o Guia do Hardware, que foi aceito e publicado no site: NVDA – NonVisual Desktop Access.
Nossa apresentação foi bem descontraída. Mostramos exemplos de cada uma das ferramentas abordadas na pesquisa. Aqui estãos os slides da apresentação:
O artigo final pode ser encontrado aqui: Softwares Livres para portadores de Necessidades Especiais.
Considerações Finais
Bom, o trabalho foi muito interessante. Apesar de não ter saído exatamente como planejamos. Aliás, esse foi um dos problemas, acho. Não foi muito bem planejado. E muita gente trabalhando junto também, às vezes dá muita bagunça. Mas apesar de tudo, aprendemos muita coisa. Vários erros que não se repetirão.
Os participantes do grupo:
- André Cavalcante dos Santos
- Bruno Croci de Oliveira
- Caio César Lemos Bastos
- Dan Shinkai
- Daniel Bissoli Moreira
- Daniel Pinheiro Barreto
Podem esperar mais posts sobre acessibilidade no blog, eu estou sempre estudando algo em relação a isso, e assim que puder, postarei algo.